Artigos Grafologia

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GRAFOLOGIA APLICADA EM RECURSOS HUMANOS

A História registra aproximadamente 385 anos de descoberta, estudo e evolução, principalmente nos dias atuais; tanto na França com a revisão das terminologias, quanto no Brasil pela identificação da necessidade de evolução, do estudo para adequação das espécies e  na utilização de novas literaturas no ensino da Grafologia.

O estudo da técnica iniciou em Bolonha – Itália, foi estudada por abades e alguns filósofos como Goethe, depois pesquisada com bases mais sólidas na França, Alemanha e Suíça. Propagou-se com grandes Mestres também na Espanha e, no Brasil, em 1900.
Desde então, o estudo dos grafólogos no Brasil e no Mundo é ininterrupto, alguns por trajetórias mais conservadoras, outros – contemporâneos - procurando abrir frentes e ampliar a visão sobre a Grafologia atual.

Dedicamo-nos a difundir a Grafologia com seriedade; não é possível estudar Grafologia e desenvolver Perfis Grafológicos de forma “automática”. A dinâmica da personalidade é intrínseca a diversos fatores, por isso não se pode identificar uma espécie e simplesmente reproduzir a sua interpretação numa avaliação.

A Grafologia tem predominante influência nas áreas de Recursos Humanos das empresas: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento visando ao autoconhecimento por meio da prática dos feedbacks.

A grande vantagem da técnica é que estamos acostumados a fazer uma redação desde a época escolar; por esta razão diminui significamente o nível de tensão inerente ao processo de avaliação descaracterizando a questão do “teste”.
Todos partimos de um modelo de escrita (chamado de modelo caligráfico escolar) quando aprendemos a escrever; embora algumas escolas já utilizem o modelo tipográfico (ou escrita em bastão) para a alfabetização. Ao longo da nossa evolução de vida, vamos ou não, aplicando à nossa escrita os nossos processos de mudança pessoal, advindos das experiências de cada um e dos estímulos recebidos.

Não escrevemos com as mãos, como muitos pensam; elas (as mãos) são apenas um meio para escrever – como são os pés ou a boca para muitos. Todas as manifestações, expressões e também os lapsos (Grafologia Emocional de Curt Honroth – como foi o Ato Falho para Freud), são mecanismos cerebrais; por isso identificamos possíveis patologias – ainda que o Grafólogo não realize diagnóstico – mas pode encaminhar para averiguações médicas.
Como se aplica a técnica? O aplicador bem orientado solicita uma redação em papel sulfite sem pauta, com número aproximado de 20 linhas e assinatura ao final. Utiliza-se caneta esferográfica e não é permitido apoio embaixo da folha ou qualquer tipo de cópia.

Quanto ao tema; alguns grafólogos preferem o tema livre outros acreditam que um tema dirigido, como exemplo: Que sou eu, propicia a manifestação das palavras reflexas, grafologia de conteúdo emocional inconsciente que também se avalia no caso anterior; com tema livre. É importante verificar o ambiente: sem barulho, com mesa e cadeira apropriadas, luminosidade suficiente e a receptividade do aplicador. Água e café tornam amistosa a situação.

O que se avalia com a técnica? São muitas as competências avaliadas; como exemplo: forma de raciocínio (inteligência), atenção, independência, motivação, atitude no trabalho, planejamento e organização, administração do tempo, decisão, liderança (sugestiva ou autoritária), trabalho em equipe, comunicação, ambição, negociação, maturidade emocional, honestidade, relacionamento etc.

Os resultados mostram elevado índice de acerto. Quando o cliente opta por contratar um profissional com o Perfil Grafológico desfavorável, porque ele tem esta autonomia, a experiência mostra que um pouco mais a frente haverá um problema a ser resolvido pela empresa, porque não houve a adaptação esperada.

Se há alguma desvantagem na utilização da técnica? Existe sempre uma margem de erro por não se haver uma verdade absoluta, tanto nesta técnica quanto em qualquer teste; mas faço uma crítica como desvantagem para a categoria: é impossível compreender a práxis grafológica e desenvolver perfis grafológicos com cursos de 08, 16 e 24 horas; estes oferecem apenas teor informativo. É necessário muito estudo, mínimo de 02 anos de iniciação, domínio absoluto da técnica, supervisão e participação em Congressos. Além disto, bom conhecimento do português para uma descrição eficaz do texto no Perfil Grafológico, variando vocabulários ante a grande demanda para um mesmo cliente.

A parceria com o cliente também é imprescindível para não realizar um trabalho “a toque de caixa”, senão compreendendo  a estratégia da contratação.
Não basta enviar o Perfil, mas fazer o acompanhamento do mesmo e muitas vezes conhecer o perfil do Gestor e do ambiente ao qual será inserido o profissional. Percorrendo estes caminhos, a excelência no resultado é garantida!

Cristianne Valladares
Email: cristianne@enfoquerh.com.br
São Paulo, 27.02.2008


 

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